ENTIDADES EMPRESARIAIS CONCLAMAM AO DIÁLOGO NACIONAL

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), FIABCI
BRASIL, Secovi-SP, SindusCon-SP e Abrainc (Associação
Brasileira das Incorporadoras), entidades que representam
expressiva parcela da economia brasileira, manifestam-se no
seguinte sentido: O Brasil atravessa um dos ciclos mais dramáticos de sua história, reflexo da atual crise política, ética e econômica. Convivemos com uma crescente taxa de desemprego e um elevado índice de inflação, que se aproxima dos dois dígitos. Não podemos continuar nessa situação! O Brasil precisa reagir, reconstruir, olhar para frente! Os efeitos negativos se projetam em muitos setores, dentre os quais o da habitação e de toda cadeia produtiva da construção, responsável por 9% do PIB. As perspectivas apontam para o desemprego de 480 mil trabalhadores neste ano, perfazendo o total de 750 mil nos últimos dois anos. Por conta desse quadro, e da consequente queda da confiança de toda sociedade, chamamos todos os brasileiros a promover em um diálogo que nos permita discutir o Brasil com a dimensão e a profundidade que a atual situação exige. As crises econômica e política se alimentam mutuamente, impactando na queda do PIB, na elevação do risco Brasil, na dificuldade de empreender e no desestímulo aos investimentos. É preciso diminuir o tamanho do Estado e torná-lo mais eficiente, o que requer firme vontade política e apoio da sociedade, mesmo que eventualmente sejam necessárias medidas impopulares. Diante dessas dificuldades, manifestamos absoluta crença nos valores da democracia, a intransigente defesa da livre iniciativa, repúdio à elevação de impostos, apoio ao combate à corrupção e ao diálogo suprapartidário, sempre com respeito às necessidades dos brasileiros, às leis e à Constituição Federal. É necessário buscar soluções de consenso entre os Poderes Executivo e Legislativo, que precisam urgentemente superar o atual estágio de conflito. Só assim, juntos, como brasileiros, encontraremos uma solução que fortaleça nossa economia, estabeleça o equilíbrio nas relações político-partidárias e promova a necessária governabilidade.