O Porto de Santos

Foto: Banco de imagens da CODESP - Fotógrafo: Sérgio Coelho

O Porto de Santos foi inaugurado oficialmente no dia 2 de fevereiro de 1892 e deu início a uma nova fase para a cidade de Santos. A CDS (Companhia Docas de Santos) foi a responsável pela criação dos primeiros 260m de cais que até hoje é conhecido como Valongo.

Braz Cubas teve a ideia de transferir o porto, que antes ficava na baía de Santos, para seu interior devido aos ataques de piratas e saqueadores do povoado. O primeiro navio a atracar no porto foi o vapor Nasmith, de bandeira inglesa.

Aquarela de Benedito Calixto do Porto de Santos na 1ª Guerra Mundial

Desde sua inauguração, o porto continuou sua expansão contribuindo para o crescimento econômico do país, já que por ele passavam as mais diversas cargas como café, algodão, laranja, açúcar, soja, trigo, entre outros.

Mesmo com seu crescimento constante, o porto permaneceu estável por quase quarto séculos já que havia muito trabalho físico e pouco trabalho mecânico, além das más condições de higiene colaborando para o aumento epidemias.

O Porto de Santos é considerado o maior da América Latina com uma enorme área de 7,7 milhões de m², 13 quilômetros de extensão de cais, 55 quilômetros de dutos, além de uma extensa linha férrea, com 100 quilômetros. O local conta com sua própria usina hidrelétrica com capacidade de 15 mil kVA, mas ainda sim utiliza a concessionária local para seus excedentes.

Foto: Sérgio Coelho

Foto: Banco de imagens da CODESP – Fotógrafo: Sérgio Coelho

 

Atualmente, o porto está em fase de modernização e expansão, tanto rodoviária quanto fluvial, com implantações de novos terminais e ampliação das rodovias para evitar os congestionamentos e a espera dos caminhões que são responsáveis pelo carregamento e descarregamento das cargas.

Há também um projeto de ligação seca entre Santos e Guarujá que ocorrerá através de um túnel subterrâneo para facilitar ainda mais o transporte de cargas.

Hoje o acesso ao Porto de Santos é feito através das rodovias Anchieta-Imigrantes, Rio Santos (BR-101), Padre Manoel da Nóbrega (SP-55) e Cônego Domênico Rangoni, por dutovia pelas linhas da Transpetro, além do transporte ferroviário através da MRS e ALL.

Foto: Banco de imagens da CODESP – Fotógrafo: Sérgio Coelho